Em Portugal, só uma em cada três crianças aprende inglês

No Dia Europeu das Línguas que se assinala esta Segunda-feira, o Eurostat (gabinete europeu de estatística) revela que pouco mais de um terço das crianças do ensino primário em Portugal tem acesso a aulas de língua estrangeira, em que predomina o ensino do inglês.

Portugal é um dos três Estados-membros da União em que menos de metade dos alunos do primeiro ciclo do ensino básico tem aulas de um idioma estrangeiro: apenas 36,2% em 2014. A Bélgica – país com três línguas oficiais e vários dialectos – regista 37% e e a Eslovénia, 48,4%. Por outro lado, Chipre, Luxemburgo e Malta garantem o ensino de uma língua estrangeira a 100% da comunidade escolar.

Não foram disponibilizados dados referentes ao Reino Unido.

Os dados divulgados hoje reportam-se ao ano de 2014 e indicam que mais de 18 milhões de estudante do ensino primário em toda a União Europeia – que corresponde a uma amostra de 84% do universo total de alunos – estuda pelo menos uma língua não-nativa. O inglês é a língua mais aprendida, com 17 milhões de formandos.

No nível secundário, a leccionação do inglês domina em todos os países da União. E apesar de o castelhano ser apontado por várias estatísticas como a segunda língua mais falada em todo o Mundo, a procura por parte dos estudantes europeus é baixa: 13,1%, suplantada pelo francês (33,7%) e pelo alemão (23,1%).

Neste segmento de ensino em Portugal, 95,4% dos alunos estuda o idioma de Shakespeare. O francês, apesar da perda de procura, ainda tem predominância, com 64,7% das preferências. O espanhol foi opção para 20,8% da comunidade escolar.

A União Europeia reconhece 24 línguas em todo o território.

Fonte: Europa.eu

Créditos fotográficos: Brian Cheung/FreeImages.com

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Joaquim Martins

Joaquim Martins

Conta com mais de 20 anos de carreira na Rádio Altitude – a primeira estação local portuguesa com emissões regulares desde 1948. Quando ingressou no ensino superior em Leiria, passou por uma das pioneiras entre as «rádios piratas«: a extinta 'Central FM'. Em 2005, de regresso à Guarda, trabalhou no Rádio Clube Português e colaborou com a revista do segmento económico 'Invest'. Integra a equipa de correspondentes do 'Correio da Manhã' (jornal) e faz parte da rede de repórteres da CMTV (televisão) desde a fundação. Inspirado pelos pioneiros da rádio, quer fazer da 'Antena Lusa' um projecto inovador de internacionalização do jornalismo em língua portuguesa.